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Mostrando postagens de julho, 2026

Bento Gonsalves

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  • Bento Gonçalves em o farol de devoção.   (2023) –Óleo sobre tela –   50 × 70 cm Nesta pintura, Bento Gonçalves emerge como uma figura monumental, envolto em uma aura que une passado e presente. A técnica de Grisa, com pinceladas precisas e uma paleta de cores frias, faz a luz descer do alto, recortando o rosto firme do líder farroupilha e a mão sobre o peito, como um juramento ao orgulho do Rio Grande do Sul. Contextualmente, Bento foi o coração da Revolução Farroupilha, e Grisa o resgata com uma reverência quase religiosa. As medalhas no peito brilham como testemunhos de coragem, enquanto o olhar de Bento, cheio de melancolia e determinação, nos transporta ao campo de batalha. A sombra atrás, densa, é o peso de uma guerra que moldou o destino do estado, e a luz que o envolve é a esperança que renasce. Assim, Grisa não só retrata um homem, mas o fogo da identidade gaúcha, inflamado no peito de quem jurou defender a liberdade, ecoando pela história como um farol de c...

O Agressor

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O Agressor   (2026) Tinta Óleo em tela- 2026 -80cm x 100cm Nesta poderosa pintura, Eduardo Grisa mergulha no abismo emocional do feminicídio, construindo uma narrativa de tensão e desespero. No centro, o homem, contorcido pela fúria, é contido por sua própria família, que o vê como uma tempestade prestes a explodir. O olhar da mulher no chão, ferida, é de súplica, mas também de uma resignação que vem da experiência de quem já foi vulnerável. A criança, com os olhos arregalados, é a encarnação da inocência interrompida, enquanto o jovem, tomado pelo medo, representa a fronteira entre a curiosidade e o pânico. A luz que penetra pela pequena janela é a única esperança, mas a composição escura e claustrofóbica revela a opressão, o ciclo de violência. Cada expressão é um grito silencioso, uma memória de dor e de uma realidade que insiste em ser registrada, para que nunca mais seja ignorada. Técnica, "O Agressor",  Grisa explora uma intensidade emocional crua, capturada com pincel...

Olhares na Enchente

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  Olhares na Enchente  (2026) Pintura a Òleo 50x70 cm Nesta obra, "Olhares na Enchente", Eduardo Grisa mergulha no coração de uma tragédia coletiva. A pintura retrata uma família resgatada pelas águas turvas: uma senhora de olhar petrificado, o neto, um menino de curiosidade e medo misturados, e um bebê que ainda mal compreende o que ocorre. Dois cães, também presos nas águas, olham para fora, refletindo o desamparo de cada ser vivo. Tecnicamente, Grisa utiliza uma paleta de cores frias, com o marrom do lodo, o cinza do céu e o verde apagado das árvores. A água turbulenta, quase imóvel, é um símbolo da incerteza, do tempo paralisado pela tragédia. Os olhos de cada personagem capturam o instante da perda e da incerteza: a senhora, com a sabedoria acumulada, olha para o futuro com assombro; o menino, na fronteira entre a infância e a maturidade, sente o medo pela primeira vez como um peso real. O bebê, ainda um símbolo de inocência, é o futuro suspenso na memória. A estrutura...